Review – Frequência Global
, 5 min de leitura
Iniciando nossos posts sobre quadrinhos que fogem do eixo mainstream de heróis. Temos uma série curta e fabulosa do autor britânico Warren Ellis. Ellis para quem não conhece, é também o autor de outras séries cultuadas nas ultimas décadas. Dentre elas: Planetary , Transmetropolitan (ambas em publicação pela Panini), Authority, Red (sim o mesmo do filme com o Bruce Willis), além de vasta contribuição com o selo Marvel.
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| Warren Ellis – Um dos grandes autores da última geração. |
Mas não vamos esquecer o foco desse post: Frequência Global. É importante contextualizar a obra, para dimensionar sua profundidade. Ellis concebeu FG após o atentado as torres gemêas em 2001, a série saiu pelo selo Wildstorm (que hoje é posse da DC) entre 2002 e 2004, sem periodicidade fixa. O conceito da série é a inteligência coletiva, a descentralização da informação através de contribuições individuais para o todo. Vivemos o boom da era da informação, e porque não podemos aprender com as experiências de vida únicas de cada ser humano? Suas habilidades, seus métodos… Sistemas como o Linux e os software livres, tem propósitos semelhante, através de comunidades que trocam experiências ao redor do globo e agregam valor as ferramentas. Ou em movimentos como as passeatas de protesto organizadas pela internet.
E o que isso tem a ver com os quadrinhos ? Ellis introduziu o conceito em FG. A FG é uma instituição desvinculada de qualquer governo, que conta com 1001 agentes pelo mundo, eles são acionadas através de suas especialidades de atuação/profissão – atletas, soldados, historiadores, crackers. Todos são monitorados por uma central, coordenadas pela agente Miranda Zero e possuem um tipo de celular como comunicador.
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| Aleph – Você está na Frequência Global ! |
Ellis tratou de convocar a FG 12 grandes artistas para os desenhos. Dentre eles – David Lloyd, Steve Dillon, Lee Bermejo, Simon Bisley, Jon J Muth e outros. Cada história já tem um final e não compromete a leitura das demais. A edição capa dura da Panini é caprichada, e a 1ª edição tem uma bela introdução do jornalista Fábio Fernandes. A 2ª edição tem apenas um pequeno resumo das histórias anteriores. A qualidade das histórias da 1ª edição são superiores, o que não significa que a 2ª edição seja ruim.
Livro 1
1 – Bombista, arte de Garry Leach
2 – Roda Gigante, arte de Glenn Fabry
3 – Invasão Ideal, arte de Steve Dillon
Uma especialista em neurolinguística é acionada junto de uma equipe de contenção, para tentar evitar a disseminação. (É um dos pontos altos da série)
4 – Cem Celestiais, arte de Roy Martinez
5 – Céu Grande, arte de Jon J Muth
6 – Na Corrida, arte de David Baron
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| Praticante de Parkour em Londres |
Detonação, arte de Simon Bisley: Mais uma edição em que temos um ataque de uma célula terrorista.
arte de Chris Sprouse:
arte de Lee Bermejo: O ex-agente, Takashi Sato, tem que visitar um complexo no qual experimentos bizarros estão sendo realizados em cobaias humanas. A arte de Bermejo da o tom para o clima pertubador e psicológico. Sato tem um choque ao ver as atrocidades…
Super Violência, arte de Tomm Cocker: Uma disputa física, uma luta do início ao fim entre dois desafetos…
Aleph, arte de Jason Pearson:
Harpão , arte de Gene Ha:
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| Aleph – A FG mais futurista |
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