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Banca do Gringo #1

Matheus Goncalves

, 3 min de leitura

Muito das coisas publicadas lá fora demoram um pouco para chegar aqui e muitas outras nem mesmo chegam. A coluna da Banca do Gringo traz quadrinhos que estão sendo publicados lá fora e que queremos ver por aqui.

The Wicked + The Divine

The Wicked + The Divine #1

A cada 90 anos os deuses reencarnam como humanos e desfrutam o máximo, aproveitando o melhor de sua curta “vida” entre os mortais. Depois de dois anos eles devem morrer. Kieron Gillen e  Jamie McKelvie, equipe criativa da última série de Os Jovens Vingadores, são os criadores de The Wicked + The Divine, série original publicada pela Image Comics.

Kieron Gillen não tem pressa em apresentar as personagens e faz isso em doses homeopáticas, contando bem pouquinho de cada, sem entregar tudo. Além disso, constrói uma história em pouco menos de quarenta páginas que nos apresenta o mundo da série e já nos traz uma trama. Gillen realmente é um dos grandes roteiristas dessa geração nos quadrinhos mainstream.

Em The Wicked + The Divine também temos a arte e os designs de Jamie McKelvie. McKelvie cria personagens únicos, que em uma edição já são ícones e serão reconhecidos pelo leitor, algo não muito comum para séries autorais. O artista não é apenas bom na arte propriamente dita, mas também é um ótimo quadrinista e sabe muito bem como contar histórias com seus desenhos.

Minha curiosidade me fez comprar primeira edição desta série pela Comixology e ela já me convenceu da grande série que saíra a partir dessa introdução. Acredito que essa série poderá ser publicada por aqui entre os dois próximos anos. A Devir vem aproveitando os sucessos da Image, como Saga, Happy e The Manhattan Projects, e como The Wicked + The Divine vem recebendo destaque e excelentes críticas, a série deverá chamar a atenção da editora neste projeto de publicar quadrinhos da Image Comics.

Batgirl

Batgirl #35

Na trigésima-quinta edição de Batgirl nos EUA a nova equipe criativa da heroína fez algo histórico, tornando o título o mais indie da linha de heróis da DC Comics. Cameron Stewart, Brenden Fletcher e Babs Tarr vestem Batgirl com uma nova roupa, afastando a ideia de que personagens femininas devem ser sexualizada ao limite máximo.

Na primeira edição desta nova fase, Barbara Gordon se muda para um bairro hispter de Gotham, dividindo quarto com universitárias, curtindo festas em repúblicas, acordando de ressaca no dia seguinte e usando aplicativos como Hooq (Tinder) e Pixtagraph (Instagram). Os autores rejuvenescem a heroína e trazem temas atuais e problemas reais para a vida dela. Me lembrou muito o que Matt Fraction e David Aja vem fazendo com o Gavião Arqueiro.

Com certeza teremos este quadrinho publicado por aqui pela Panini no segundo semestre de 2015 e com a presença de Babs Tarr no FIQ há grande chances de de vermos um encadernado no estilo do Demolidor de Mark Waid.

Alex + Ada

Alex + Ada #8

Diferente das duas séries acima em que só comprei as primeiras edições, Alex + Ada é uma série que venho acompanhando via comixology, já que não tenho muitas esperanças dela ser publicada por aqui um dia.

Alex + Ada pode ser descrito como o encontro dos filmes Ela e Eu, Robô. Trata-se de um mundo futurístico, onde houveram casos em que máquinas agiram com vontade própria e não conforme sua programação. Enquanto um homem vive um dilema de sua relação com uma andróide.

O quadrinho é publicado pela Image Comics e já está em sua décima-primeira edição. A história, além de ser muito bem contada, é também muito bem amarrada, sem tentar ser ambiciosa demais. A única reclamação que alguém pode ter é a arte de Jonathan Luna, que também co-escreve o quadrinho com Sarah Vaughn,  que é bem simples, sem muitos detalhes.

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