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O filho do Batman, a nova animação da DC

Lucas Brizola

, 3 min de leitura

Recentemente, a DC Comics, em sua incessante busca por lançar “incríveis” animações, nos presenteou com mais uma obra-prima (só que ao contrário). E adivinhe quem foi o sortudo da vez? Sim, ele mesmo, o Batman! Mas calma lá, não se iluda, porque essa belezinha nem é sobre o Cavaleiro das Trevas, e sim sobre… bem, sobre o Damian.

Sinopse oficial (ou algo assim)

“Em uma montanha secreta, está escondida a Liga das Sombras e seu destemido líder Ra’s al Ghul…”
… Batman tem que lutar contra o **Exterminador** e a Liga das Sombras, enquanto ensina seu jovem filho a lutar contra o crime sem se tornar um assassino.

Promete emoção, ação e até um roteiro coerente. Mas no decorrer do filme, percebemos que isso não acontece. É um desastre total — como montar um móvel da IKEA sem o manual.

Personagem concebido por Mike W. Barr, só teve protagonismo real com Grant Morrison em *Batman e Filho*, 22 anos depois. Desde então, fãs o chamaram de o **melhor Robin** — embora eu prefira Tim Drake. Damian é irritante demais, com voz de gato em dia de chuva.

As HQs: Quando o roteiro ainda fazia sentido

Batman – O Filho do Demônio

Edição de 1987, escrita por Barr e desenhada por Bingham, envolve conspirações, um satélite climático, drama familiar e coerência narrativa. Um verdadeiro sopro de frescor.

Batman e Filho

Morrison e Kubert entregam exércitos de morcegos-humanos, assassinatos brutais e reviravoltas dignas. Mas o filme ignorou quase tudo isso.

Visual desastroso

Estilo *Flashpoint* e *Liga da Justiça – Guerra*: corpos bombados, cabeças pequenas e zero charme. Sim, bonecos de cera fitness.

Trama bagunçada

Ra’s declara que Damian herdará a Liga, Slade invade e mata o vilão imortal com estilo de figurante. Talia leva o filho para Gotham e revela a paternidade — na cidade mais perigosa da DC. Ótimo plano.

Damian: o prodígio insuportável

Mini-adulto arrogante e morto-vivo de tédio. Alfred o compara ao Bruce criança — que explicação assustadora.

Tim Drake? Quem diria…

Ignorado. Pois o filme precisava de drama adolescente disfuncional, não de um Robin decente.

Kirk Langstrom e Croc

O cientista que cria um soro para morcegos-ninjas é ignorado. Croc aparece, briga, some — fim.

Asa Noturna

Dick enfrenta Damian, perde — porque o menino assassino criado por Talia é humilhante no quesito carisma.

Convenções e plot twists toscos

Poço de Lázaro sob um petroleiro? Talia se atira para salvar o filho, Slade implora para morrer, mas não morre. E tudo isso sem um pingo de lógica narrativa.

Batrangos e spray anti‑tubarão

Clímax com ninjas morcegos: Batman ativa sonar portátil e confunde todo mundo. Funciona porque o roteirista disse que funciona.

Final pastelão

Damian quase morre; Bruce e Talia se beijam no caos; Damian vence Slade; Talia muda de ideia ao ver o filho triste. Tudo isso sinaliza uma continuação que espero nunca vir.

Talia: supermãe do ano?

A mulher que dopou Bruce e criou um assassino mirim agora quer amor e estabilidade. Furo de roteiro tão grande que permite passagem para um Batmóvel inteiro.

Action Figures: A deformidade em plástico

Bonecos lançados pela DC são fiéis à animação: esticados, desproporcionais e bizarros. Para colecionadores do macabro estilístico.

Conclusão

Se você chegou até aqui, parabéns pela paciência.
Torçamos para que as próximas animações tenham mais roteiro do que linha de brinquedos.
Deixe seus lamentos nos comentários — sofrimento compartilhado é mais divertido.


Baseado em Son of Batman (2014), adaptação das HQs de Grant Morrison e Andy Kubert.
Fontes das imagens: stills promocionais diversos da animação. ()

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