Gibis, álbuns e a formação do público
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Saudações a todas e a todos
No meu último post, falei sobre a popularização das histórias em quadrinhos e a importância de eventos locais e fora de grandes centros urbanos para isso. Mas não basta apenas os eventos, precisamos também do material físico; aí esbarramos nos gibis e nos álbuns.
(Antes, devo desculpas a vocês: meu post aqui é toda quinta feira, mas, na semana passada, com a CCXP, ninguém ia ler mesmo. Essa semana, por motivo de trabalho, me atrapalhei pacas com esse post. Mas isso não vai mais ocorrer. Voltamos a nossa programação normal)
Muita gente quer começar a ler gibis (o que é ótimo), mas vejo esse mesmo público perdido no meio de tantas opções (o que é ótimo também; antes nossas opções eram, basicamente, gibis de supers e infantis). Os quadrinhos brasileiros também entraram de vez na roda de publicações, muito através dos chamados álbuns. No início, eram edições especiais que reuniam arcos de histórias, publicados no formato de livro. De uns tempos para cá, esse formato álbum também passou a servir como apresentação de uma única história (em geral, chamado Graphic Novel). Esse formato é diferenciado em tamanho, capa dura, papel de alta gramatura e, na maioria dos casos, vem com material excedente, que mostra para o público os bastidores da criação da revista, apresenta os autores etc.
O legal desse formato é que seu acabamento dá um ar de sofisticação ao material, servindo para apreciação, pois como tem o mesmo acabamento de um livro, eles podem ficar dispostos em estantes, enfileirados. Algumas histórias (que com o passar do tempo se transformaram em clássicos), estão sendo relançadas nesse formato; alguns mangás, que já foram publicados no Brasil à alguns anos (e que também viraram clássicos), estão voltando nesse formato, mas como um nome diferente: tankobom, mas que cumpre o mesmo intuito.
Mas, se por um lado esse formato agrada pelo seu acabamento, por outro, ele não funciona como porta de entrada para quem quer iniciar a ler quadrinhos. Devido a alta produção desse material, é necessário compensar o custo no preço; então o preço de venda de um álbum oscila entre R$ 20 à R$ 60. Um tanto assustador, não?
Já um gibi, tem seu preço numa faixa mais “barata”: entre R$ 7 a R$ 15. A vantagem é que muito desse material é extremamente divulgado, graças ao tempo de circulação dos personagens e a outras formas de mídia, como videogames, desenhos animados e filmes. Mas, formar um público com esse material também é complicado, pois o que um neófito ver e/ou joga é completamente diferente do que ele irá encontrar ao comprar um gibi desses. Fora o peso de uma cronologia de décadas, onde precisamos adquirir material a muito publicado para entender o que está acontecendo atualmente. É parte da brincadeira para quem já começou a brincar a muito tempo; para quem quer começar, pode ser extremamente cansativo.
Lógico que estou falando das duas grandes editoras de super heróis, mas existem outros quadrinhos (melhores inclusive, na minha opinião) por aí: gibis europeus, como Tex e Júlia e a brasileiríssima Turma da Mônica (tanto a sua versão infantil quanto a versão adolescente).
Então, como começar a ler? Qual dos dois formatos é o mais indicado? Para dizer a verdade, nem eu sei, mas vamos lá:
Lógico que não sou o dono da verdade e o que vou escrever será completado pela opinião de vocês, leitores, mas acredito que para a formação de um novo público, podemos percorrer o caminho do meio: produzindo histórias em quadrinhos e divulgando pela net; depois, gibis impressos e utilizando as redes sociais para escoar esse material, organizar eventos em bibliotecas, escolas e livrarias dos nossos bairros. E, depois de um público formado, a confecção de um álbum, que reuniria algumas histórias (ou arcos), atingindo, também, o público que curte esse tipo de material.
E vocês? Que materiais preferem? Quem produz, como está se aproximando do seu público ou criando novos?
Vamos conversar aqui, para nos ajudar a expandir o nosso querido Gibi.
Até quinta, pessoal!


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