Liefeld, o cara que as pessoas amam odiar… mas por quê?
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Saudações a todas e a todos
Começando meu post semanal, quem aqui (que curte gibis de super heróis) nunca ouviu essas expressões?
“Rob Liefeld é um péssimo desenhista!!”
“Rob Liefeld é um roteirista sofrível!”
“Rob Li-e-fede é horrível!! Não sei como ainda o chamam pra desenhar!”
Quem lida com quadrinhos, principalmente do gênero “super-heróis”, nos últimos 18 anos, seja como consumidor ou como profissional, já deve ter ouvido esse discurso diversas vezes, seja em convenções, seja em revistas especializadas ou em mesas de bar. Bem, Rob Liefeld é um desenhista /roteirista de quadrinhos do gênero super-heróis, gostemos desse fato ou não.
O senhor Liefeld surgiu na indústria quando, em 1988, aos 20 anos fez uma história para a DC Comics, em Warlord 131. Depois, ele fez Secret Origins 28 e, em seguida, foi chamado para fazer Rapina e Columba, série essa escrita pelo casal Barbara e Karl Kesel. Depois, ele vai para a Marvel, onde começa a trabalhar em Novos Mutantes e o título se torna um dos mais vendidos da editora. Na edição 98 americana, Rob Liefeld assume o controle editorial da revista, ao lado do roteirista Fabian Nicieza, modificando o título para X-Force. A visão da dupla Nicieza/Liefeld, de “vilão-bom-é-vilão-morto” foi ditada por toda a Família X na década de 90. Em 1992, ele funda a Image Comics, ao lado de outros medalhões da Marvel (mas isso fica para a outra semana).
Com esse breve histórico, vamos abordar o tema. O sr Liefeld sempre foi acusado de ser um péssimo desenhista e um péssimo roteirista. As duas afirmações são verdadeiras à partir de que ótica? Como alguém que “não sabe desenhar” conseguiu se tornar um nome tão forte numa indústria que “preza” por um “nível alto” de desenhistas e roteiristas? Já se perguntaram o por quê?
Não existe uma resposta, mas algumas coisas podemos analisar para ver como isso aconteceu. Quando Liefeld surgiu na indústria, ele incorporava aos seu trabalho algumas coisas que eram novidades na década de 1980, como linhas de velocidade no lugar de cenários; ausência (ou pouco detalhamento) dos mesmos. Designer de páginas diferenciado, com várias sangrias, onomatopeias gigantes, páginas duplas em momentos de impacto etc. E, vejam bem, não estou dizendo que ele fez tudo isso de forma acertada, mas que ele fez algo que ,até então, era executado de forma tímida. Com isso, ele inovou dentro do padrão Kirby-Steranko-Adams-Buscema ao introduzir esses elementos gráficos nos seus quadrinhos.
E fazer quadrinhos é dominar uma linguagem, e não apenas um desenho “bonito” e bem “acabado”, ditado por algum padrão surreal de beleza imagética. Ou precisa entender todas as sutilezas de um texto em prosa ou conhecer profundamente a história da literatura para ser um reoteirista. Não. Fazer quadrinhos é saber contar uma história usando a combinação (nada fácil), entre palavras e imagens, e imagens que não necessariamente, precisam combinam entre si, pois nosso cérebro as organiza e cria a história. Ajuda se o desenho for bem estruturado e a pessoa souber algo sobre literatura? Muito. Mas, quadrinhos é bem mais profundo que isso
Mas, Liefeld sabe desenhar? Indo para essa polêmica, a resposta é SIM, Liefeld sabe desenhar (não se preocupe, respire fundo e beba uma água; esse texto vai esperar). Mas é “agradável”? É “correto? É “bonito”? Não podemos dizer “sim” para essas respostas, mas também, não podemos dizer “não”.
Na própria história dos quadrinhos dos super heróis, principalmente no início do gênero, tivemos desenhistas que “não sabiam desenhar”, mas que ajudaram a promover o material. Mas, extrapolando um pouco, na própria história da Arte, tivemos pessoas que, supostamente, não sabiam “desenhar/pintar”, mas que foram revolucionárias para a Arte da Pintura e do Desenho. E, não nos esqueçamos da “Estética do feio”, de Karl Rosenkranz (1853), onde ele alega que a feiura tem significados próprios, e, que por, causa disso, pode alcançar o sublime. Esse padrão estético foi a marca do século 20, quase como um ato de rebeldia conta o padrão clássico/acadêmico. O objeto feio pode ser expressivo, trágico, grotesco, perturbador e/ou invento, mas, também pode provocar novos sentimentos estéticos. Talvez isso, possa explicar porquê ele tem tantos fãs, não?
Mas, e aí, Liefeld sabe desenhar? Escrever uma história? Fazer quadrinhos? Apenas ele é um péssimo desenhista, ou temos muitos outros? E, o mais importante: por quê a industria sempre o chama para algum trabalho?
Essas perguntas serão discutidas na próxima semana.
Até lá, pessoal


tá na cara que tu é um baba ovo do Liefeld, tentando suavizar os maus desenhos deles, e roteiros péssimos com um discurso que há espaço pro feio , horrendo e que ele se encaixa porque há demanda pra ele, ele chamado para projeto caça-niqueis e não pra comparar o que ele produz com outras obras produzidas por bons autores. meu amigo caia na real, ele só faz esse esquemas padronizados de quadrinhos estilo infantiloide para leitor descerebrado de ação constante de herói. quando for para fazer um quadrinho mais arrojado como marta washington vai pra guerra, uma série histórica, comics fantasia tipo conan, ele não corresponde à altura. imagine um quadrinho estilo europeu. ele realmente está aquém disso. tanto desenho, e nem se fala de maturidade de roteiro.